Ronaldo Jones no “Circo Voador”

By: Administrador

8 de dezembro de 2013

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Enviado por Jamari França –

15.03.2013
Barão Vermelho no Circo, Ronaldo Jones abriu e Vid cantou

Estou fora do Rio e pedi à colega Tatiana Lima para cobrir o show. Parece que perdi mais uma noite histórica no Circo Voador por uma banda que nasceu lá mesmo. Coisas da vida.

Fotos de Maira Cassel – Divulgação

No picadeiro do Circo Voador para cobrir o show da turnê “+1 Dose” do Barão Vermelho, eu quis ser um dos “barões”. Participar não só da festa do rock, mas da turma de amigos, estar em cima do altar: o palco. O show de quinta-feira, que celebra os 30 anos do primeiro disco, adicionou mais um capítulo na história do rock brasileiro e do Circo Voador. Foi uma performance excepcional tanto musicalmente quanto na entrega ao público, para fã e crítico nenhum colocar defeitos.
A abertura teve uma introdução com batidas percussivas seguidas do refrão “Lá vem o avião do Barão”, entoado três vezes. Era a deixa para os músicos do Barão Vermelho – Guto Goffi (bateria), Roberto Frejat (guitarra e voz), Peninha (percussão), Rodrigo Santos (baixo), Fernando Magalhães (guitarra) e Maurício Barros (teclados)- entrar no palco. “Berço da história da banda”, nas próprias palavras de Frejat.

Em rara aparição Sergio Vid, ex-Sangue da Cidade e ex-Sangue Azul, fez participação especial no show de abertura de Ronaldo Jones

 

Para abertura, o grupo escolheu uma dobradinha de rocks pesados. As músicas “Por Que A Gente É Assim” e “Pense Dance”. As labaredas vermelhas do Barão começavam incendiar o picadeiro do Circo Voador. O segundo andar da casa, um mezanino, parecia um formigueiro, as pessoas pulavam freneticamente, inclusive, as que estavam na mini-arquibancada. “É um prazer enorme ver o Circo cheio assim. A cada lotada já é bacana, mas ver vocês desse jeito, é um prazer maior nosso”, disse Frejat.
“São 30 anos do lançamento do nosso 1º disco. São 30 anos do 1º passo do Barão Vermelho artisticamente. Um passo que demos aqui, no Circo. Essa casa é muito importante para nós. Hoje, quase tudo que vocês esperam ouvir, vocês vão ouvir”, prometeu o vocalista para delírio da plateia. E fez mais: Prometeu não só tocar os sucessos tocados nas rádios como músicas do repertorio dos 18 discos da banda que não caíram no “gosto” na programação das FMs. A noite prometia um setlist interessante.

 

Roberto Frejat (E) e Dé Palmeira, baixista original do Barão em participação especial

 

Era a hora do bloco de músicas que mostrava a variedade do repertório do Barão Vermelho. De cara, a canção “Cuidado” do álbum de 2004. Em seguida, a banda deu salto de 30 anos e tocou Menina Mimada (1983), Billy Negão (1982) e Carne de Pescoço (1983). Haja fôlego! É importante destacar que arranjos, mixagens e os músicos estavam perfeitos nas interpretações. O som do Circo estava no “talo” do jeito que a gente gosta (Não é?).

Frejat trocou a guitarra pelo violão, um dos momentos preciosos deste concerto de quinta-feira (14/3). Era chegada a hora de a banda tocar “Por você” matando a fome de amor dos músicos com o público e vice-versa. Um coro no Circo Voador se formou do inicio da canção até o fim, coro repetido em “O Poeta Está Vivo” com uma peforrmance brilhante de Fernando Magalhães. O solo de guitarra arrancou não só aplausos do público, mas também manifestações entusiasmadas “Uh, é Fernandão, Uh Fernandão!”.

Guto Goffi

 

Dé Palmeira, baixista original da banda, foi chamado ao palco para participar da festa. “Por enquanto, ele vai fazer igual mingau. Só vai comer pelas beiradas no vocal, mas depois ele tocará com a gente”, garantiu Frejat.

Todos os músicos abandonaram os instrumentos. Só Frejat ficou no violão. “Bilhetinho Azul”, sucesso de 1982, foi tocado com violão e palmas (do público) fez a alegria da galera e da banda. Nos vocais, o encontro de grandes amigos começava no palco do Circo Voador. No fim, Frejat, soltou a pérola (que o público mais queria ouvir): “sem pressa gente hoje. Temos a noite toda. É ou não é?”.

Foi o momento de amor do show entoando os acordes de “Todo Amor Que Houver Nessa Vida”. Após, a última parceria inédita de Cazuza e Frejat, que ficou de fora do álbum de 1982: “Sorte e Azar”. Estava iniciada a catarse com o baixo de Rodrigo Santos, o violão de Frejat e duas guitarras: Fernando Magalhães e Dé Palmeira.

 

Fernando Magalhães

 

Foi visível a entrega de Roberto Frejat na interpretação. Tanto que o vocalista do Barão Vermelho até confundiu a ordem do setlist. “Desculpa gente eu dei uma viajada aqui. Pirou, é que não bebi nada, ainda!”, pontuou. Mas a escorregadela foi perdoada pelo público com as canções “Vem Quente Que Eu Estou Fervendo”, “Bete Balanço” e “Puro Extase” (anunciada ironicamente por Frejat como uma música “super nova”). A percussão de Peninha apareceu como nunca. Até que a levada de “Quando o Sol Bater na Janela do Seu Quarto”, do Legião Urbana, deu um descanso aos pés do plateia que não parava de pular.

Momento mais pesado do show, a interpretação de Declare Guerra, sétima faixa do álbum homônimo de 1986, transformou a apresentação do Barão Vermelho em concerto de rock. O status subiu. É inegável. Dúvida? No meio da canção (pesadíssima), o percussionista Peninha e o batera Guto Goffi conseguiram colocar uma levada meio samba. O Barão sai do palco agradecendo ao público, mas ninguém acreditou muito no término da festa.

No retorno, Frejat anunciou a participação do músico, Sérgio Serra, ex-guitarrista do grupo Ultraje Rigor e que também participou da fase inicial da banda. Os acordes do blues Down em Mim, do primeiro álbum da banda, ecoaram. Sérgio Serra deu um espetáculo memorável na canção. Rodrigo Santos, no baixo, repetiu a faceta.

 

Peninha (capuz), Rodrigo,Fernando e Dé: vocal em Bilhetinho Azul

 

Mais de forma irrefutável, o momento brilhante do show foi O Tempo Não Para. Não apenas pela performance dos músicos do Barão Vermelho, mas pela catarse do público com a canção e o momento político do país, após mais de 20 anos da composição da canção.

No trecho da composição em que é dito “Te chamam de ladrão/De bicha maconheiro/Transformam o país inteiro num puteiro/Porque assim se ganha mais dinheiro”, o vocalista do Frejat mandou um “E aí, vem o Renan Calheiros”.

Relembrou a irreverência política do rock brasileiro da geração anos 80. Uma das maiores (senão a maior) essências do rock feito no país à época. “Tente Outra Vez” de Raul Seixas, veio em seguida como um sopro de esperança para todos nós.

 

Rodrigo Santos

 

Já passava das duas da matina, quando o Barão Vermelho homenageou a madrugada e sentenciou a emoção do novo dia com Pro Dia Nascer Feliz. O Circo Voador tremeu e o público mostrou que não estava nadinho cansado. A banda foi embora, mas logo voltou ao palco.

Então, do nada, ele começa a procurar alguém na plateia. E acha! “Cara estava procurando você há um tempão. Vou tocar essa música, mas você não vai chorar não né? Gente, eu canto essa música no show do DVD e ele aparece chorando todo bonitão. Toda vez em casa o DVD me emociono em casa”, contou Frejat.

Cada fã, em cada cantinho do Circo Voador quis ser o tal cara. Mas a verdade é que, mesmo não sendo, éramos. Porque a empatia, o amor à carreira de 30 anos e ao público do Barão Vermelho, estava materializado naqueles 30 segundos de fala de Roberto Frejat.

 

Ronaldo Jones, show de abertura

 

Chegava à emoção doce de Codinome Beija-Flor. A sonoridade é indescritível. O Barão se despediu de novo. Agora, era mesmo o fim do show.

Até que nas palmas, cantando em uníssono, o público pediu bis cantando o refrão de Pro Dia Nascer Feliz, quatro vezes. Frejat e os músicos correram de volta para o palco: “É por isso que o Circo é o Circo”, mandou.

Todos os músicos foram para o palco, os da banda e os convidados Dé Palmeira e Sergio Serra. Nada como uma canja para embalar a madrugada, não?

Imagina se for com Satisfaction, dos Rolling Stones, incorporada ao show do Barão pela primeira vez em 1989. Os maduros roqueiros voltaram a ser meninos que sonhavam um dia em ter uma banda de rock. Um belo jeito de terminar um show. Concordam?

 

A responsabilidade de abrir o show do Barão foi do músico e roqueiro das antigas Ronaldo Jones, que se apresentou de terno branco para debutar a festa. Ex-integrante do grupo Sangue da Cidade, Ronaldo Jones é o cara do hadcore da Geração 80, e participante da história do Barão Vermelho.

“Estamos muito felizes de estar tocando aqui e ter tido Ronaldo Jones na abertura do nosso show. Ele faz parte da história do Barão. A primeira vez que tocamos aqui no Circo  abrimos o show para ele e vice-versa. Ronaldo é o cara do rock e do hardcore, ex-integrante de uma das mais importantes bandas da Geração 80 do Rock Brasil, a banda Sangue da Cidade”, disse Frejat durante a apresentação do Barão Vermelho.

Ronaldo Jones cantou sete músicas, entre elas: Perfeito Pra Você, Coração Metal, Bruxa, Sempre Brilhará em homenagem a Celso Blues Boy, e Brilhar a minha estrela. A geração dos cabelos grisalhos presente no Circo Voador foi ao delírio. Dançou todas as músicas. O Circo Voador começava a despertar para a noite histórica que estava acontecendo diante dos olhos da Geração 80 e da turma nova: a do público smartphone.

 

Sérgio Vid e Ronaldo Jones

 

Ronaldo Jones chamou ao palco outro roqueiro talentosíssimo e com vocal que é um show a parte. Foi a vez de Sérgio Vid, ex-Sangue da Cidade e ex-Sangue Azul, de se apresentar com uma performance memorável de Brilhar a Minha Estrela (Dá +1). Uma canção que têm mais de 30 anos de idade e ainda empolga como poucas.

Calça jeans, tênis e camisa preta desbotada da banda Iron Maiden foi a roupa escolhida para a festa. Sinal de roqueiro perigosamente bom no palco. O som pesado com vários riffs de três guitarras e um baixo não pôs em dúvida o gabarito do som que vinha. Segundo Sergio Vid, em 2013, será lançado um álbum de retomada de carreira dele.
Trinta e cinco minutos havia se passado. Depois de mais três músicas, era hora do avião do Barão Vermelho
aterrissar.

 

 

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